Depois de pesquisar um pouco, descobri que na maioria dos casos a precaução não é verossímil. Carregar 24 horas antes do primeiro uso visava proteger baterias de tecnologia mais antiga — como as de Níquel-Cádmio (NiCd) — do temido “efeito memória” (baterias seguravam cada vez menos carga de apesar de indicar 100%). Isto era causado por recarregar a bateria parcialmente repetidas vezes sem deixá-lá esgotar. Existem outros motivos e comportamentos similares ao efeito-memória, porém não são o objetivo deste texto. Ao invés a intenção é esclarecer os procedimentos corretos de uso da bateria e “detonar” alguns mitos.
OS FATOS…
Fato 1: por projeto, segundo a Apple, as baterias do iPhone/iPod/iPad agüentam 400 ciclos de carga/descarga antes de perderem 20% de sua capacidade de carga. Para se entender isso é necessário compreender como se conta um ciclo de carga e descarga da bateria.
Um ciclo significa consumir 100% da carga da bateria e depois recarregá-la totalmente. Um ciclo na verdade pode se estender por vários dias dependendo de como o aparelho é usado. Por exemplo: Joaquim tem um iPhone. Ele tira do carregador de manhã e vai trabalhar. Usa o telefone, SMS, escuta algumas músicas e chega de volta em casa no fim do dia com a bateria em 50%. Ele recoloca no carregador. No dia seguinte ele faz a mesma coisa. No uso diário do Joaquim, portanto, ele precisou de dois dias para completar um único ciclo (50% recarga + 50% recarga).
Por outro lado, Paulo tem o mesmo aparelho. Ele é um power-user sério, daqueles que tem um calo em forma de maçã mordida na palma da mão. Ele tira o iPhone do carregador de manhã exatamente como Joaquim. Porém, ele o usa para telefonar, SMS, ouvir musicas, assistir vídeos no youtube, twittar, MSN, acessar o seu micro em casa via Remote Desktop, publicar fotos e vídeos em seu blog. Resultado: às 15:00 seu aparelho vai pro carregador com 10% de carga. A bateria recarrega totalmente e às 18 ele tira do carregador e chega em casa com 90% da carga. Ele recoloca no carregador. Neste dia, Paulo completou um ciclo inteiro.
Agora notem bem o que a Apple oferece em termos de vida útil da bateria: 400 ciclos antes de perder 20% da capacidade de carga. Isto é: se uma pessoa tem um iPhone cuja bateria dura 36 horas, depois de 400 ciclos, ela passará a durar 29/30 horas. Em termos de um aparelho que pode ter dois anos de idade (como seria o do Joaquim) ainda é uma boa duração.
Fato 2: Baterias de íons de lítio são eficazes enquanto os íons se movimentarem com certa freqüência — ou seja — enquanto está sendo usada. Isto significa que o uso normal de um iPhone já se enquadra na melhor forma de usar sua bateria — já que o tempo em que o aparelho fica longe do carregador é proporcionalmente razoável. Nocivo mesmo é se o aparelho não for usado (engavetado) ou estar sempre conectado no carregador.
Uma providência que a Apple indica é que ao menos uma vez por mês o aparelho seja totalmente descarregado e recarregado – ou seja, percorra um ciclo inteiro.
O mesmo se aplica ao MacBook. Se o Notebook está sempre conectado à sua fonte, pelo menos uma vez por mês use-o na bateria até que estase esgote e a recarregue a 100% novamente.
Fato 3: As baterias de íons de lítio são sensíveis à temperatura. Na verdade o calor é o maior inimigo da bateria do iPhone. A faixa térmica de operação ideal do iPhone é relativamente pequena: de 0°C a 35°C. Note que o limite superior é baixo em termos do nosso pais tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Muitas vezes já tivemos aqueles dias de calor absurdo de ter 37°C às 15:00. Nestes dias é uma boa idéia evitar o sol direto — pelo seu bem e o do iPhone também.
Se exposta por períodos prolongados de tempo (leia-se algumas horas) à altos níveis de calor, a bateria perde capacidade de aramzenamento. E ao contrário da exposição ao frio intenso, esta perda é irreversível.
Daí se pode tirar três conclusões:
- • Esquecer o iPhone dentro do carro no sol é um “não-não”. Internamente carros ao sol podem chegar nos 70°C.
• Deixar o aparelho exposto ao sol tampouco é uma boa idéia pela mesma razão acima.
• Se você carrega o iPhone no bolso da calça, repense o hábito. Sua própria temperatura corporal (36ºC) pode deixar o iPhone perto demais do limite de 35°C.
Na verdade as pessoas tendem a se preocupar se o iPhone está sendo carregado corretamente ou incorretamente. Porém deveriam se se preocupar se ele está aquecendo em demasia — porque isto sim provoca danos maiores ao aparelho.
Tome um exemplo de um hábito extremamente nocivo: o de se fazer o download de arquivos imensos usando-se o wifi ou a conexão 3G do iPhone. Já notaram como o iPhone se aquece quando conectado por muito tempo? Se esse calor todo não se dissipar eficientemente, pode se espalhar pelo aparelho, aquecendo a bateria e reduzindo sua vida útil. Sem falar que pode — por tabela — queimar o chip wifi do iPhone.
A verdade é que o iPhone não foi feito para atuar como um Modem por períodos longos de tempo. É um instrumento de conveniência, e não deve ser encarado como a única forma de se conectar à internet do usuário.
Ainda sobre temperatura: carregar a bateria é um processo exotérmico — ou seja, libera calor. Por este motivo é uma boa precaução remover qualquer capa protetora do iPhone durante a recarga. É importante deixar o aparelho “respirar” e dissipar o calor eficientemente.
Fato 4: Há diversos recursos no iPhone que podem ser desativados para economizar bateria. Os principais vilões do consumo de bateria do iPhone são relacionados à telecom do aparelho. 3G, wifi, Bluetooth, GPS são os piores. Em segundo lugar estão os serviços que fazem uso de tais recursos: notificações, push, serviço de localização.
Uma providência que costumo indicar em primeiro lugar a qualquer um que queira reduzir o consumo de bateria é desativar o 3G. Devido à baixa qualidade e inconsistência do sinal de nossas operadoras o 3G está sempre consumindo mais do que deveria. Isto inclusive afeta no sinal de voz do aparelho. Pode fazer um teste: quando estiver em uma área aonde o sinal é fraco (2 ou 3 barras), desative o 3G. Você verá o sinal subir para 4 ou 5 barras. Sem falar no consumo que cairá bastante.
Notem que estou dizendo para desativar o 3G, e não desativar os dados do celular (embora isso reduza mais ainda o consumo). Edge — ou 2G — é mais que suficiente para que serviços de localização, notificações e push continuem funcionando
Desativar wifi também economiza bateria porque enquanto ligado, ele acaba sempre procurando e detectando redes wifi ao seu redor. Mesmo que não se conecte, esta monitoração consome bateria. E o mesmo vale para o Bluetooth.
Outro recurso que pode ajudar a economizar a bateria é desativar a escolha automática de operadora quando se está usando o aparelho em sua cidade natal. Quando o aparelho perde sinal, ao invés de procurar todas operadoras disponíveis, tentará reconexão diretamente com a operadora escolhida.
Adicionalmente recursos que exigem mais do processador também podem ser evitados para reduzir o consumo de bateria. Um exemplo é a função de equalização do iPod. Usar o equalizador aumenta o uso do processador do iParelho e aumenta o consumo. Da mesma forma reduzir o brilho da tela ajuda, sobretudo durante jogos que impedem que o aparelho entre em standby.
Fato 5: restaurar ou atualizar o sistema operacional do iPhone pode impactar a vida útil do iPhone/iPad/iPod. Na verdade o impacto pode ser positivo ou negativo; e está ligado a dois aspectos:
- • Novos Recursos do iPhone: se o iOS tem algum recurso novo que exija mais do processador, ou que fará com que o usuário use mais o aparelho, naturalmente o consumo aumentará. Por exemplo: o iOS 4 trouxe o compartilhamento de internet via wifi (personal hotspot). É um recurso pesado. Quem queria esse recurso e usa com freqüência naturalmente teve o consumo de bateria aumentado. Porém vale dizer que a Apple sempre tenta reduzir o consumo da bateria a cada atualização. Então na teoria (em termos de consumo) é sempre melhor estar na última versão.
• Restauro do backup das configurações e dados do iPhone: está relacionado ao sistema de backup que o iTunes faz toda vez que o iParelho é conectado em um microcomputador. O backup do iTunes guarda incrementalmente todas as configurações e conteúdo do iPhone para que o mesmo seja retornado às mesma condições anteriores à um restauro ou atualização. Por exemplo: após uma atualização o aparelho volta exatamente como estava antes, só que em uma outra versão do iOS.
E é aí que mora o problema: o backup na verdade é bom demais. Se havia algum problema anterior ao restauro ou atualização, este pode ser salvo no backup também. Isto é, se havia um problema de configuração de internet 3G, ou se o consumo de bateria estava alto, ao se restaurar os backups, os problemas voltam também. E em muitos casos podem até ficar piores por causa de incompatibilidade com o novo sistema operacional.
Fato 6: a bateria do iPhone dura menos que a de outros celulares. A verdade é que dura menos sim, mas a razão principal é que usa-se mais o iPhone do que um outro celular comum. Basta prestar atenção: quantas vezes por dia você pega o iPhone na mão para usar, não importa o motivo? Tirar fotos e mandar SMS são as funções mais básicas do iPhone. Hoje fazemos muito mais com este aparelho, porque é muito mais simples de se manejar. Com certeza muito mais que aquele velho motorola Q11 que está empoeirando na gaveta. O iPhone é conveniente e rápido de se usar, e muitas coisas que antes eram feitas manualmente passaram a ser feitas com ajuda do iPhone. Esta mudança de hábito em si faz com que o a bateria se esgote mais rápido.
Quer ter uma idéia do que estou falando aqui? Veja no seu iPhone no menu ajustes>geral>uso. Olhe os itens “Uso” e “Em espera”.
“Uso” reflete o tempo total em que o aparelho foi efetivamente usado desde a ultima recarga — seja em jogos, verificando emails, ouvindo música, chamadas telefônicas e alguns recursos em segundo plano (como verificação automática de emails).
“Em espera” é o tempo em que o iPhone ficou efetivamente ligado desde sua última recarga completa — inclui o tempo de “uso” somado ao tempo em que o aparelho ficou parado, em standby.
A proporção entre os dois tempos indica o quanto o iPhone é efetivamente usado. No meu caso, a média é de cerca de 60% — isto é, “Uso” é mais da metade do tempo de “em espera”. Portanto a bateria durar pouco é natural — porque o uso do aparelho é intenso.
… E os Mitos:
Mito 1: É necessário carregar a bateria por 24 horas antes do primeiro uso?
R: Não.
As baterias do aparelhos da Apple — iPhones, iPads, iPods, MacBooks — são de tecnologia muito mais nova. As baterias de íons de lítio têm comportamento e requisitos diferentes das baterias antigas de Níquel-Cádmio. Normalmente os aparelhos são embalados com uma carga de pelo menos 40% — que é a condição ideal de armazenamento da Bateria. Ao serem retirados da embalagem, os aparelhos podem tanto ser postos em uso como serem recarregados até completar os 100% de carga.
Mito 2: É necessário descarregar a bateria por completo antes de recarregá-la?
R: Não.
Isto não era verdade nem mesmo na época das baterias de Níquel-Cádmio. Via de regra, nenhuma bateria deve ser totalmente descarregada porque estas possuem um nível mínimo e máximo de carga aceitável. Se o nível mínimo for ultrapassado, a bateria pode não se carregar mais (no caso das de NiCd) ou levar um bom tempo até conseguir sair do nível de carga mínima e voltar a carregar normalmente (Li-íon). Nos aparelhos da Apple a bateria pode ser carregada a qualquer momento independente do nível de carga restante no aparelho. Carregar constantemente a bateria só interferirá na forma em que a sua vida útil é calculada. Recarregar a qualquer momento não aumentará e nem reduzirá sua capacidade de forma extraordinária como acontecia com as baterias Ni-Cd.
Mito 3: Deixar o aparelho conectado no recarregador de parede a noite inteira é nocivo à vida útil do aparelho?
R: Não a ponto de ser preocupante.
Por design, baterias de íons de lítio possuem circuitos de proteção que desativam a bateria em caso de superaquecimento ou sub/sobrecarga. Portanto ao se chegar ao nível aceitável de carga, a bateria desativa e não aceita mais energia. Isto acontece porque se superaquecidas ou sobrecarregadas baterias de lítio podem sofrer Avalanche Térmica (aumento contínuo de temperatura) e ruptura. Em casos extremos podem entrar em combustão — pegar fogo mesmo. Alguém lembra do recall de de quase 1.8 milhões de baterias de powerbooks e iBooks em 2006? Esta foi a razão.
Realisticamente, o procedimento correto para se carregar o iPhone durante a noite seria carregá-lo desligado. Isto evitaria o “consumo parasítico” do iPhone e os microciclos. Em suma, a bateria carrega normalmente e após a saturação, desativa. Por estar desligado, o sistema do iPhone não consome da bateria (consumo parasítico). E como não há consumo, a bateria não é reativada e ressaturada (isto é o microciclo).
Em termos mais obsessivos, o ideal não seria deixar o aparelho conectado a noite inteira, e sim desconectá-lo assim que atingir 100%. Mas como será visto mais adiante, isso fará com que a bateria não dure tanto durante o uso diário. Portanto pode ser bem possível que o usuário tenha que reconectá-lo ao carregador de madrugada novamente para que ela acorde com carga suficiente para durar o dia inteiro. Entendam porém que esse tipo de procedimento não impacta significantemente a vida útil da bateria. Não é como se a bateria que pode durar dois anos passe a durar quatro. O resultado não compensa o incômodo do procedimento.
Pensem da seguinte forma: eu tive um Monza 85 com conta-giros. Caxias como sou, eu li o manual do carro, e lá dizia que o momento certo de se trocar as marchas era às 4500/5500 RPMs, dependendo da marcha que for usada. Embora tenha tentado seguir esta recomendação, nem sempre era possível porque o trânsito em si era caos suficiente para se lidar. E isso não melhorou nem piorou a vida útil do motor significantemente porque o motor do carro tem uma tolerância. E como um produto voltado ao consumidor, o iPhone/iPod/iPad não são diferentes.
Mito 4: Ao se guardar o iPhone/iPod/iPad por longos periodos de Tempo é melhor deixá-lo totalmente (des)carregado.
R: Também não.
Nem carregado, nem descarregado. Ao longo do tempo toda bateria sofre uma certa descarga, mesmo sem uso. A razão de auto-descarga da bateria de íons de lítio é de aproximadamente 1% ao mês, o que apesar de baixo, ainda ocorre. Guardar uma bateria totalmente descarregada pode derrubar a voltagem a um nível muito abaixo da tolerância mínima da bateria. Se isso ocorrer, a bateria pode ficar presa em um estado em que não consegue mais ser carregada porque o circuito de proteção simplesmente não consegue mais reativar a bateria.
Em aparelhos mais modernos o circuito pode eventualmente “despertar” e reiniciar a carga da bateria. Por este motivo alguns ipods Classic excessivamente descarregados “voltam à vida” depois de deixados 10/20 minutos conectados no carregador.
Da mesma forma o aparelho não deve ser guardado com carga total na bateria. Isto acontece porque pela própria natureza da bateria Li-ion, ela se degrada mais quando totalmente carregada. Se armazenada desta forma (leia-se por semanas, meses), a capacidade de carga total da bateria pode se reduzir.
A forma ideal de se guardar uma bateria de íons de lítio é carregá-lá até cerca de 40/50% de seu total e armazenar em algum lugar fresco e arejado. Este é o motivo pelo qual aparelhos com bateria freqüentemente vêm com cerca de 30 a 40% de carga.
Mito 5: carregadores genéricos ou veiculares danificam o aparelho.
R: Depende do fabricante.
Existem muitos fabricantes conhecidos, com boa reputação no mercado (como Kensington, DLO, Griffin) que produzem carregadores confiáveis. Por outro lado existem carregadores genéricos que nem marca têm — estes sim são mais problemáticos.
Um carregador pode apresentar dois problemas: ou a voltagem entregue é maior que a especificada (que pode danificar o circuito de carga) ou excessivamente baixa (que pode não carregar a bateria apropriadamente). Para entender (e simplificando talvez em demasia), uma carga apropriada de bateria consiste em duas fases: a carga rápida e a saturação.
A carga rápida carrega a bateria a cerca de 80% de sua capacidade em cerca de 2 horas ou menos. Na verdade o indicador da bateria pode até indicar 100% de carga, mas isso pode não ser exato. Esta discrepância acontece por causa do nível de entropia na transferência dos íons entre cátodos e ânodos da bateria.
Após esta carga inicial, o processo fica mais lento, e pode levar mais 2 horas para completar os 20% restantes. Normalmente este último período mais lento é chamado de saturação, e permite à bateria estabilizar a carga recebida. Por este motivo a bateria pode de fato durar menos se removida do carregador no momento que indicar 100% de carga porque isso é só uma estimativa. Ao fazer isso, na prática a bateria pode ter somente 80/85% de carga útil porque o aparelho não permaneceu conectado para receber a carga de saturação.
Este também constitui o motivo de alguns carregadores parecerem “subcarregar” a bateria. Seja por falta de qualidade ou propositadamente, alguns destes carregadores apresentam uma corrente mais alta que o carregador original. Isto acelera a carga inicial, mas torna o estágio de saturação mais lento ou até mesmo inexistente. Por isso a carga de alguns destes carregadores genéricos parece esgotar mais rápido: sem a carga de saturação, a bateria só contém 70-80% da carga (apesar de indicar 100%).
Este tipo de comportamento também pode se apresentar quando o aparelho é carregado em uma porta USB de um microcomputador PC (Macs não padecem deste problema). Algumas vezes a voltagem entregue pela porta USB é ligeiramente inferior à especificada — coisa muito comum nas portas USB frontais denuma torre de computador Desktop. Isso provoca o mesmo efeito: dá a carga de 70/80% inicial, mas não dá a carga de saturação. Novamente o aparelho pode erroneamente indicar 100% de carga, tendo somente 70/80% de carga.
Porém ao contrário do que se espera, subcarregar não faz mal à bateria. Pelo contrário: baterias de íons de lítio se degradam mais rápido quando carregadas totalmente (lembram-se do Mito 4 acima?) Portanto a longo prazo, se a bateria sempre puder ser carregada apenas parcialmente (sem a carga de saturação), aumenta a vida útil da bateria.
Mito 6: carregar o iPhone com carregador do iPad pode queimar o aparelho. O iPad não carrega com o carregador do iPhone.
R: Também incorreto.
A maior prova disso está na própria Apple Store. Se procurarmos o carregador de 10w iPad, veremos que ele é indicado como “compatível com o iPhone 4 e ipads 1 e 2″. O que muda é o tempo de carga. O iPad carregará mais lentamente no carregador do iPhone e vice-versa. O iPhone também carregará mais lentamente no carregador do iPad por causa da questão da carga de saturação. Ele indicará 100% mais rápido, mas pode demorar mais para atingir os 100% de eficácia.
Como nota pessoal, falo isso empiricamente. Tenho um iPhone 2G, um 3G, um 3Gs, um iPad 1, um iPhone 4 e um iPod Classic. Todos foram conectados em ambos carregadores e em 2 anos nunca houve um problema sequer. Porém não custa tomar algumas providências: a voltagem do carregador do iPad é 0,1V acima do carregador do iPhone. Isto deixa uma margem de tolerância mais baixa de oscilação da voltagem. Para contornar isso, meus carregadores sempre estiveram plugados em um filtro de linha, e este plugados em um estabilizador de voltagem.
Em conclusão: não adianta ficar obcecado com os rituais de carga e descarga do iPhone. Exatamente como os computadores Macintosh, os iphones, ipads e ipods foram desenhados para se adaptarem ao seu modo de vida, e não o contrário. Tudo que você precisa fazer é cuidar da temperatura, manter o aparelho limpo e de preferência mantê-lo longe da piscina.
Artigo originalmente publicado no iOSblog, em 27 de Agosto de 2011
http://iosblog.org/2011/08/27/bateria-fatos-e-mitos/


